As etapas de um término

Confesso para vocês que senti uma certa dificuldade para desenvolver este texto, mas era algo que martelava diariamente na minha mente e que sentia que deveria compartilhar com vocês. Espero, de coração, que possa ao menos auxiliar uma única pessoa que seja, pois não é fácil lidar com traição.

Você pode ter sua religião, seu ótimo emprego, sua independência financeira, carro na garagem, sua família estruturada (ou talvez, agora, nem tão estruturada) e um bom ciclo de amigos. Mas, olha, sei bem o que é ter tudo isso e mesmo assim se perder em lágrimas, ficar sem chão caído no banheiro, na cozinha, no quarto, na sala ou em qualquer canto da casa. Você perde a respiração. Não tem chazinho, nem chocolate e não há frase de Gandhi que faça, de uma hora para outra, você esquecer o acontecido e seguir livre e saltitante pelo novo caminho.

Umas das piores situações neste primeiro estágio é alguém que nunca tenha passado por esta situação vir querer lhe dar conselho. Eles não entendem que, no momento, a ferida é maior que qualquer curativo que possa existir.

Mil perdões! Provavelmente, se você está passando por esta situação neste momento, deve estar se debulhando em lágrimas. Mas chore, chore mesmo. Chore muito. Até a cabeça doer. Pode lembrar dos momentos bons ou destes últimos dias horríveis e o quão você está destruída. Tem que colocar tudo isso para fora. É normal também surgirem perguntas do tipo: o que eu fiz de errado? Onde está a falha? Cadê o amor verdadeiro dele? As cartas de juras de amor eterna? E aquelas noites de amor?

Ele te “amava”, e já está com outra. Como assim? O que foi que perdi?

Te peço uma coisa, esquece essa estúpida ideia de tirar sua vida e que não faz mais sentido blá-blá-blá… Você pode sofrer, aliás, se você realmente tem sentimentos pela pessoa, o normal é sofrer. Só que tenha consciência de que nem toda felicidade é eterna, porém a regra é a mesma para o sofrimento. Sejamos realista, por favor.

Passado algumas semanas, ou até meses. A fase da dor se foi.

É chegado a hora das saídas, (aiaiaiai), as noitadas de reabilitação, margaritas. Bom, de reabilitação não tem nada. Viradas e manhãs de segunda-feira partindo direto para o trabalho. É o tempo de conhecer os mais diversos caras, alguns legais, outros babacas, safados demais, ruins de camas, a lista não tem fim. Ah sim, uma dica: não fale de sua fragilidade, medos e qualquer coisa que a deixe vulnerável, por mais que ainda se sinta assim. Este tipo de coisa você diz para sua melhor amiga, não pro cara que está conhecendo na balada.

Momento de extravasar, fazer a fina, brincalhona, e com sorriso farto, ok?

Não comece um namoro agora, é sério! Não faça isso por carência, ou porque o “Babacaaaa”, aliás ex (talvez essa altura você já o trate apenas de ex.) já esteja com outra.

Entrando em uma relação agora por um dos motivos acima, possivelmente você pode se magoar e machucar um cara que futuramente pudesse ser um alguém ideal, só que você não respeitou o seu tempo. Experimente conhecer a si mesma!

Cá estamos no momento de, desculpem-me a expressão, “porra, o que estou fazendo com a minha vida?”. Você começa a notar que sair igual uma louca, beber, zoar, amigos da noitada, é até legal. Ok, mas e agora? É necessário abrir a mente, parar pra pensar. É uma menina bonita, interessante… Se quisesse, não sairia um dia sequer da balada sem alguém. Foi bom para auto-estima, mas é chegado o momento de agregar mais do que isso.

Quero lhe sugerir algumas ideias. Lembra de Gandhi? (Risos). Leia suas frases e textos, agora tudo estará mais claro. Troque a balada por um jantar com sua mãe que lhe conhece tão bem e admira seu potencial. Vá fazer um curso, faculdade, seja lá o que for que traga conhecimento, bagagem cultural e intelectual.

Foi difícil, desesperador. Uma sensação horrível, mas agora você consegue ver um universo de possibilidades. Não tenha medo, a vida é justa – e viver a vida é a coisa mais linda que há. Aproveite o breve intervalo entre início e fim. E lembre-se que nada é tão mais importante quanto a sua felicidade. Respeite seus limites e siga em frente!

Ps: ah, já ia me esquecendo. Você vai conhecer outro cara, vai sim. Fica tranquila. 😉

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