Contos e Crónicas

Eu e a Maria em cima do pé de goiabeira

Tínhamos 10 anos, 11, talvez. 

Todos os dias. Eu e Maria nos pendurávamos em cima do pé de goiabeira.

Era nossa maior aventura, não tínhamos medo, só euforia.

Todos os dias corria até sua casa, não era longe.

— Mariaaaaaaaaaaaa, vamos brincar!

Frases Para Inspirar!

Duas crinças de maõs dadas, andando em um campo de lavanda.
Atrás da aventura!

Ela vinha correndo, de seguida íamos para goiabeira, brincar de se pendurar.

Morávamos no morro, e toda estrada que percorríamos era de terra, mas com mato batido.

O morro que morávamos parecia um gramado gigante e nós, crianças amávamos aquilo.

Chegávamos na goiabeira que ficava no meu quintal, e lá estava ela nos esperando.

Parecia dizer: 

— Venham meninos, demoraram hoje, os meus galhos estão cada dia, maiores e mais fortes para que vocês possam perdurar-se neles!

Silhueta de dois amigos formando um coração com seus braços.
Amigos Para Sempre!

 Fomos correndo para cima daqueles galhos, balançávamos de um lado para o outro, quando nos cansava, sentávamos entre sobre sua copa.

Em uma manhã normal na goiabeira, me desequilibrei. Fiquei pendurado de cabeça para baixo com uma perna presa entre os galhos.

Sentia dor, não tinha forças, mas aquele momento me deu uma crise de risos.

Maria olhava do outro galho tentava me ajudar mais já era tarde, a crise de riso havia contagiado.

Lembro de ver minha bisavó olhando para nós da varanda de casa.

E se pensam que ela veio acudir, pelo contrário.

Ainda dizia:

— Menino, deixa de palhaçada e levanta! “Soltando gargalhadas.”

Mais doía, não tinha forças, e eu gargalhava da situação e mais ainda perdia as forças…

Quando olho para o meu lado, percebi umas gotas que se transformaram em um jato!

Era Maria, todo aquele momento. Misto de nervoso e gargalhada fez que sua bexiga perdesse a noção.

Nesse momento estava com a perna presa na árvore, com um braço segurando outro galho e uma chuva amarela ao meu lado. 

Era como se eu fosse uma rede pendurada e ela a chuva.

Podia jurar que desloquei meu maxilar de tanto rir.

Depois de muito custo, consegui me reerguer. Percorremos o gramado de volta para casa da Maria.

Explicamos para sua mãe o que não tinha explicação, como todas as nossas aventuras.

Voltamos para goiabeira de roupa seca, perna pronta para outra e maxilar no lugar.

Hoje não sei se a goiabeira ainda existe, nunca mais voltei por lá.

Se existir, espero que outras crianças possam se mijar e gargalhar a ponto de deslocar o maxilar. 

Crinças felizes brincando nos galhos de uma árvore.
Novas histórias!

Eu e a Maria em cima do pé de goiabeira.

Leave a Reply