Amélia. M & Pitter. D

Loucamente Apaixonada e Nossas Fantasias

Eu sempre fui loucamente apaixonada por ele, perdia as estribeiras. Era bom fazer amor com ele, era bom acordar ao seu lado. Era delicioso o nosso café da manhã – e não o que era posto na mesa, mas sua presença que nutria  meu coração. 

Sua risada era exagerada e única, me divertia com aquilo. 

Por isso o motivo de tantas piadas sem nexo contadas, só para ver o meu farol me chamando para terra.

Gostava de sentir você afagando os meus cabelos, aquele momento era único, aliás, todos eles eram únicos e excepcionais.

Estar apaixonada por ele extraia o melhor do meu ser. 

Eu era tão feliz… Nossa, eu gozava da vida. Não que antes fosse diferente, sempre fui feliz, radiante e vivenciava cada dia da minha vida como se fosse o último. 

Só que a sensação que ele me passava era uma plenitude sem-igual, que só encontrava comigo mesma, no meu interior, nas minhas reflexões. 

Como pode ser isso, minha gente? 

Olhar para alguém e se sentir em paz. 

Portanto, eu tive a conclusão que paixão não é lá essas euforias que gritam aos quatro ventos por aí. Paixão vai além, tira o seu chão sim, mas lhe joga nas nuvens e, nossa, jamais imaginei que iria despencar.

-Mas, meu amor, a culpa não foi sua…”

Não mesmo. Realmente a culpa não foi dele e espero que, caso vocês tenham passado ou estejam passando por uma situação parecida, consigam reconhecer essa verdade, essa forte e dura verdade, mas que jamais pode ser negada.

 Eu fui faminta de desejo, e não só sexual.

Depositei todas as minhas expectativas. 

Um Grande problema esse nosso… 

Criar as grandes e majestosas expectativas.

 Olha, sei bem que é difícil não esperar nada de ninguém, mas é o certo. 

Se não, provavelmente, acontecerá o que aconteceu comigo: 

Fiquei à deriva quando olhei ao meu redor e estava só, envolta do meu mundo de ilusão e dor.

*Para mim, era bom fazer amor; para ele era bom o sexo. 

*Para mim, era magnífico acordar ao lado daquele homem; para ele era apenas gostoso que estivesse ali. 

*Para mim, era bom o que nutria internamente no meu peito no café da manhã; para ele era apenas um café da manhã qualquer.

Vocês entendem? 

O cara não era um babaca, não mesmo, longe disso. 

Ele nunca me enganou, nunca mentiu, nunca disse que queria casar e ter filhos (mas como eu queria, ôh se queria, rs). 

Eu assumi esse papel, criei um teatro na minha mente e, na verdade, nem expusera isso para ele. 

Ou seja, o protagonista nem sabia onde estava se metendo. Daí já viu, né?

Hoje consigo ver de fora, analisar essa relação e o quão mecânica e errada ela era. Não estou dizendo que não vá existir alguém na sua vida que irá fazer coisas por vontade própria e que irá lhe agradar. Vai existir sim. Só que não podemos forçar alguém, essas coisas acontecem naturalmente. 

E o natural que é bacana, sem scripts, sem possessões, sem expectativas extremas.

Aprendi que não há nada mais delicioso do que se surpreender. E a cada dia devo confessar para vocês que essa minha nova visão tem me dado experiências transcendentais.

 Acredite mais em você e com relação às pessoas deixe apenas que flua.

 Ninguém deve pagar o fardo das suas fantasias, seja mais transparente e exponha sua utopia. Desta forma, o que é verdadeiro vai se manifestar em sua vida.

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